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Frei Bruno

A vida de Hubert Linden

Frei Bruno nasceu em Dusseldorf, na Alemanha, em 8 de setembro de 1876. Filho de Hubert Linden e Cecília Goelden.

Com quase 18 anos de idade, ingressou no noviciado dos Franciscanos da Saxônia, em Harreveld, na Holanda. Tomou hábito em 13 de maio de 1894. Destinado para a ‘‘Missão Brasileira’’, aportou em Salvador aos 12 de julho de 1894, onde completou o noviciado, saiu ileso da febre amarela, estudou filosofia e teologia e fez profissão solene em 19 de maio de 1898.

Foi enviado para Petrópolis, onde foi ordenado sacerdote em 10 de maio de 1901 permanecendo ainda mais dois anos em Petrópolis. Em 1904 Frei
Bruno iniciou o seu apostolado na Paróquia São Pedro Apóstolo em Gaspar. Recém formado sacerdote, Frei Bruno doou tudo de si pelas causas da Igreja, e pelo povo de Gaspar forma cinco anos desempenhando um trabalho de muita fé, dedicação e caridade.

Em Gaspar trabalhou como superior e pároco até 1906, continuando na Paróquia até 1909 como coadjutor. Frei Bruno era rigoroso, mas ao mesmo tempo bondoso, o jovem frade marcou sua trajetória neste município. Segundo levantamento de biógrafos, Gaspar tem grande devoção a Frei Bruno, inclusive há casos de milagres e graças coletados neste município.

A próxima transferência o levou a São José, na função modesta de coadjutor e bibliotecário; mais tarde confiaram-lhe os cargos de Praeses e vigário da Paróquia. Em 1917 tocou-lhe a incumbência de superior e vigário na residência riograndense de Não Me Toque. Ainda no Rio Grande do Sul, desempenhou suas obras evangélicas em Passo Fundo, Tapera e Soledade.

Entre 1926 a 1945 teve a prolongada estadia em Rodeio, no Convento
Franciscano, como guardião e vigário. Foi diretor das Irmãs Catequistas Franciscanas zelou pelos bons costumes e tradições religiosas da cidade. Realizou muitas reformas e novas Capelas. Visitava as casas, os doentes, dava conselhos pessoais, confissões, orações, sacrifícios, e no decorrer de sua vida, nenhuma caminhada lhe era demais longa e intransitável, nenhuma comunidade demais distante, nunca o corpo demais cansado.

Ainda em Rodeio atendia as comunidades de Apiúna, Ascurra, Timbó, Rio dos Cedros, Doutor Pedrinho, Santa Maria, Benedito Novo e Indaial. Na época Frei Bruno já era considerado milagroso e estas comunidades no começo do século eram atendidas pelos padres franciscanos da
Paróquia de Rodeio.

Também fez várias visitas e celebrou santas missas nas cidades de Rio do Sul, Massaranduba, Taió, Rio do Oeste, Rio do Campo e Laurentino, sempre a convite dos paroquianos destas respectivas cidades, pois a maioria foi povoada por migrantes oriundos de Rodeio e, além disso, haviam casas das irmãs catequistas franciscanas, o qual Frei Bruno na época era diretor.

Também recebeu convites especiais para celebrar missas em Itajaí, Brusque, Ituporanga, Luiz Alves e Presidente Getúlio. Sua fama de santidade corria por todas as comunidades do Vale do Itajaí.

Suas missas sempre lotavam as igrejas onde ele fazia presente, multidões o seguiam em busca de curas e alento.

Segundo a comunidade, Rodeio se destaca em duas etapas: ‘‘Antes de Frei Bruno’’ e ‘‘Pós Frei bruno’’, pois lá viveu por quase vinte anos e deixou uma marca muito profunda de amor e bem ao próximo, basta conversar com os ‘‘nonos’’ da cidade que você descobre a importância do Padre Bruno.

frei bruno

 

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Convento na Holanda

No início de 1894, com 18 anos de idade, ingressou na Ordem Franciscana de Saxonia, em Harreveld, na Holanda. Ficou no convento
apenas um mês. Tomou o hábito em 13 de março de 1894. Pediu e veio como voluntário para a Missão Brasileira, em 12 de julho de 1894.

Este jovem trocou sua família e sua pátria para vir a um lugar desconhecido, pregar a missão num transatlântico que o levava em pleno mar, para as terras desconhecidas em Salvador na Bahia, num país chamado Brasil.

Muito amor a Deus, uma chama ardente o envolve para levar as almas ao
caminho do Pai. Um jovem muito dinâmico e resoluto que sabia o que queria, Hubert Linden.

 

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Noviciado no Convento da Bahia

Hubert Linden (Frei Bruno) trocou o noviciado de Saxônia, por um transatlântico que o levou a Salvador, na Bahia. Ali continuou seu estudo como um fiél servo de Deus sem temor algum.

Terminou o noviciado ali no convento de Salvador, em 12 de julho de 1894. Fez profissão solene em 15 de maio de 1898. Logo se encaminhou para o sacerdócio em Petrópolis.

 

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Petrópolis-RJ: Ordenado Sacerdote

Foi estudar filosofia e teologia em Petrópolis. Ali foi ordenado sacerdote
a 10 de maio de 1901, com 25 anos de idade, onde recebeu o nome de FREI BRUNO e permaneceu por mais dois anos trabalhando e se aperfeiçoando na obra de Deus.

Vê-se nesta alma quanta coisa boa partia de uma criatura tão esforçada, tendo os familiares tão longe, quem sabe nunca mais revê-los e ele percorrendo os caminhos de Deus.

Sua juventude passou se preparando para um futuro brilhante para as almas ao encontro de Jesus, com sua bondade maravilhosa.

 

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Gaspar-SC

De 1904 a 1906 veio para Santa Catarina, na cidade de Gaspar, atuando como superior e vigário, depois mais três anos como coadjutor. Em seguida Frei Bruno, teve transferência para São José na função de coadjutor e bibliotecário.

Mais tarde, desde 1914 confiaram-lhe o cargo de vigário da paróquia de São José (SC) até 1917.

 

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São José-SC

No dia 15 de novembro de 1915, Frei Bruno Linden criou para os jovens e
adultos, a Congregação Mariana Nossa Senhora da Conceição.

A Associação iniciou o trabalho com dez pessoas, que juntamente com as
‘‘Filhas de Maria’’ organizavam festas e promoções da Igreja. Ambas cumpriram sua missão por 55 anos, quando em 1970 pararam suas funções.

A Associação iniciou o trabalho com dez pessoas, que juntamente com as
‘‘Filhas de Maria’’ organizavam festas e promoções da Igreja. Ambas cumpriram sua missão por 55 anos, quando em 1970 pararam suas funções.

Em comemoração aos 250 anos da Paróquia de São José no dia 25-10-2000, em sessão solene na câmara de vereadores de São José o orador Padre José Arduino Besen, lembrando os padres que trabalharam na evangelização da sua região. Citou que entre os Franciscanos, Frei Bruno Linden, foi uma pessoa extraordinária. Conta-se muitas coisas atribuídas a ele. Muitos milagres, a intercessão dele com poderes extraordinários, como curas instantâneas, com benção e imposição das mãos.

Em 26-10-2000, antes da celebração da Santa Missa Festiva, pelos 250 anos da Paróquia São José, o Sr. Osni Machado também mencionou o Frei Bruno Linden com palavras de carinho, é um grande devoto pesquisador.

 

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Não me Toque-RS

Em 1917 foi transferido para o Rio Grande do Sul, na cidade de Não Me
Toque, como superior e vigário até 1926, então quase com cinquenta anos de idade.

Foram quase dez anos de missão nesta paróquia, onde se destacava com
seu trabalho de frade franciscano. Ali surgiram várias necessidades a serem colocadas em ordem.

Obs.: Faltam dados pelo fato de um incêndio ter destruído a igreja.

 

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Rodeio-SC

De 1926 a 1945 teve longa estadia em Rodeio, no convento do Noviciado, onde era guardião e vigário.

Trabalhou sem cessar, por quase 20 anos com o povo e os noviços, com seu exemplo dinâmico.

Ainda assumiu o cargo das irmãs catequistas, cargo muito difícil, pois a congregação vinha passando por dificuldades devido a instabilidade em que se encontrava a obra. Na incerteza do futuro, no incomum gênero de vida abraçado pelas catequistas, Frei Bruno não se entusiasmou e procurou desmanchar a Companhia; porém outras circunstâncias fizeram mudar de parecer e aconselhado por sua Excelência Dom Joaquim, arcebispo de Florianópolis. Como seguidor de São Francisco, ao quase descaso das primeiras horas, sucedeu um zelo operoso, um carinho e amor verdadeiramente fraternal. ainda em rodeio zelou, pelos bons costumes e tradições religiosas da cidade.

Após comemorar 19 ou quase 20 anos de vigário, foi encaminhado para a
comunidade de Esteves Júnior.

Desde 1976, quando ocorreu o centenário de seu nascimento, Rodeio homenageia Frei Bruno todos os anos com uma grandiosa festa que reúne milhares de devotos vindos de várias cidades da região dos vales. A festa inicia com a Caminhada a Fé. Durante a caminhada os fiéis oram e cantam. Inúmeras velas são diariamente acendidas no Oratório de Frei Bruno em agradecimento ou em novos pedidos.

frei bruno
Missa Campal da Festa de Frei Bruno em Diamante, Rodeio, no dia 28/08/2006 com a presença da Irmã Eva da Congregação Franciscana de Rodeio levando o guarda-chuva de Frei Bruno que pertence a congregação.

 

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Frei Bruno e o Catolicismo em Timbó

A ardente fé católica professada pelos colonos foi o que lhes infundiu a coragem necessária na luta contra a falta de tudo, fazendo com que logo surgisse a primeira capela na cidade de Timbó, Capela Santa Terezinha. Desde o momento em que foi entregue aos cuidados dos padres franciscanos da Paróquia de Rodeio, este não pouparam forças e energias para cumprir o dever de pastores. Os que conheceram o lugar e o povo da época sabem da difícil tarefa desejada pelo Bispo Diocesano Dom Pio de Freitas e confiada ao Pároco de Rodeio Rev. Padre Frei Bruno Linden.

Frei Bruno tinha a nobre tarefa de lançar os fundamentos em uma nova comunidade que teria a missão de irradiar a ‘‘Boa nova’’. No início eram poucas famílias e não havia Igreja. As visitas dos padres eram realizadas mensalmente em casas cedidas pelas famílias.

Numa madrugada de sábado do frio inverno de 1935, Frei Bruno, prostou-se em oração diante do altar do Santíssimo Sacramento e aos pés de São Francisco de Assis e de Nossa Senhora, na Igreja Matriz da Paróquia de Rodeio e com toda a piedade e fé que sua grande alma era capaz, permaneceu durante horas, até amanhecer o dia, pedindo a proteção de Deus e as forças necessárias para a viagem e para dar início à Missão a ele confiada. Depois de quatro horas de contínua oração e jejum, sem procurar alimento, aquele homem magro, franzino, de batina surrada e sandálias pesadas, partiu a pé, com o grande rosário da cintura na mão, desfiando as contas ao mesmo tempo em que vivia as palavras do Pai Nosso, da Ave Maria, do Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo, que eram intercalados com Creio em Deus Pai e a Salve Maria. Os que por ele passavam e ofereciam carona, se surpreendiam quando Frei Bruno negava a carona com o dedo indicador da mão direita indicando para frente e para o alto, gesto de que preferiaseguir a pé para fazer a sua penitência. Quando os senhores que passavam por
ele ficavam espantados ao ver o Frei Bruno já celebrando a Santa Missa. Após ter caminhado mais de 25km, e não ter aceitado a carona como ele poderia ter chegado antes? Era inacreditável, Frei Bruno parecia que nem pisava no chão.

A primeira Santa Missa foi celebrada pelo Padre Frei Bruno Linden no dia 10 de novembro de 1935, uma Santa Missa Campal na casa do professor Senhor José Luecken, nos fundos da Avenida Getúlio Vargas.

Timbó homenageia Frei Bruno com uma praça pública e o nome de uma rua. A devoção a este santo padre está presente na maioria dos lares timboenses, um legado deixado pelos mais antigos que tiveram a honra de conhecê-lo.

 

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Uma trajetória de santidade que passou por Ascurra

Enquanto foi vigário no município de Rodeio entre 1926 a 1945, Frei Bruno como diretor das Irmãs Catequistas Franciscanas, costumava fazer visitas na cidade vizinha, pois, a Congregação das Irmãs mantinha casas
no Bairro Ilse, Ribeirão São Paulo e Guaricanas. Além disso, Frei Bruno celebrou Missas em outras capelas em Ascurra. Sempre que Frei Bruno chegava na cidade, era procurado por muitas pessoas que pediam ajuda espiritual, e bênçãos para lavouras, casas, comércios e indústrias.

 

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Um capítulo especial em Presidente Getúlio e José Boiteux

Segundo dados que estão sendo levantados, Frei Bruno teria ficado aproximadamente uma ano a serviço da Paróquia de Presidente Getúlio, no ano de 1941, a convite do pároco da época. Neste período Frei Bruno realizou casamentos, batismos, comunhões, crismas, visita às famílias e aos doentes, abençoava as lavouras, lares e comércios. Esteve nessa região em 07 de novembro de 1932, quando convidado para a inauguração da Via Sacra toda esculpida em madeira, na Capela São Roque, em José Boiteux. O convite da inauguração partiu dos fiéis descendentes dos colonizadores que vieram de Ascurra e Rodeio - cidade qual Frei Bruno era pároco. A comunidade convidou-o para presidir a inauguração desta obra tão significativa para o povo católico. A Via Sacra e o Altar ainda estão na Paróquia São Roque, que recentemente foi restaurada por iniciativa do Padre Amarildo Bambinetti e reinaugurada em agosto de 2008, um verdadeiro patrimônio religioso e arquitetônico.

 

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A fé semeada em Massaranduba

Na localidade de Campinas,município de Massaranduba, a Escola Estadual leva o nome Padre Bruno Linden, como Frei Bruno é conhecido naquela região. Esta comunidade foi colonizada por pessoas vindas de Rodeio. Logo que chegaram, sentiram a necessidade de construir uma capela e uma escola. Quando a obra estava pronta foram a Rodeio procurar Frei Bruno para pedir que enviasse as irmãs catequistas franciscanas.

Segundo depoimentos, foram buscar Frei Bruno de carro, recusou a carona e veio a pé dois dias depois, embora fosse 80km distantes de Rodeio. Autorizou as irmãs a irem a Massaranduba. Frei Bruno foi várias vezes a Massaranduba, dando assistência espiritual aos colonos da região de Campinas, que ele considerava o seu rebanho.

 

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Comunidade de Esteves Júnior
(Pertencente a Paróquia de Piratuba)

Ali foi novamente continuar a sua missão, como sempre, obediente a
seus superiores, permaneceu poucos meses neste local.

No fim do mesmo ano de 1945, foi designado superior e vigário, da cidade de Xaxim, Santa Catarina.

 

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Xaxim-SC

Frei Bruno Linden chegou a Xaxim no final do ano de 1945, justamente na época da mobilização pela construção da igreja matriz. Ele se dedicou com muito amor, coragem e entusiasmo à obra e à comunidade, apesar da idade e dos 45 anos de sacerdócio.

Frei Bruno era superior e vigário, auxiliado por Frei Plácido, Frei Valentin e Frei Flávio Kneipp que coordenou a construção junto a equipe do construtor Ticiano Betanin.

Em 1946 é instalado o conselho responsável pela construção da igreja.

Em 1947 ocorreu o lançamento da pedra fundamental. estava presente o bispo Sua Ex. Dom Carlos Sabóia Bandeira de Mello que deixou muita força e coragem a este povo trabalhador.

A planta foi feita pelo Sr. Ticiano Betanin de Guaporé (RS). De lá trouxe
também seus funcionários peritos no trabalho: Pietro Zambiazi, Adolfo Spezzatto e Olímpio Petralina.

O povo todo empolgado não mediu esforços para ajudar em qualquer sentido que fosse. Frei Bruno e os outros freis visitavam e abençoavam as famílias e suas casas pedindo oferta, o que pudessem dar. Tudo o que vinha era bem aceito, pois caso contrário a obra não iria para frente. Trabalhavam em mutirão, hoje uma turma, amanhã outra e assim por diante. E eis hoje uma igreja de dar orgulho a esta terra, traçada em linhas góticas. Nela os fiés vão rezar e pedir consolo de seus problemas, bem como fazer seus agradecimentos.

Nesta época foi organizado o ‘‘Livro Ouro’’ onde eram registradas as doações a partir de 10 mil contos de réis.

A igreja matriz foi construída pela união de forças de tantas pessoas fortes e generosas.

No dia 6 de janeiro de 1951 a igreja foi inaugurada com grande festa. Uma solenidade marcante, com o bispo Dom Carlos Sabóia Bandeira de Mello, de Palmas (Paraná), tendo neste dia também a crisma dos fiéis.

Frei Bruno, como vigário e seus coadjutores não pararam até ver a obra concretizada. A alegria do povo era tanta que todos se ajudavam em todos os setores, faziam o máximo para o contento especialmente dos freis que batalharam tanto nesta obra que trouxe um marco muito grande para o nosso município.

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Igreja Matriz São Luiz Gonzaga - Xaxim/SC

 

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Jubileu de Ouro Frei Bruno

Em 1º de maio de 1951 foi comemorado o jubileu de ouro de Frei Bruno Linden com grande solenidade. Foi feita uma festa muita bonita para ele.

O cajado dos 50 anos que ele tem na mão foi Erasmo Paganini quem fez. Frei Flavio chegou lá na casa de Erasmo e disse:

- Erasmo precisamos fazer o cajado dos 50 anos de Frei Bruno. Você vai fazer?

- Sim, mas como?

Kneipp explicou como devia ser feito e queria pagar.

- Não precisa pagar, Frei Bruno reza por nós!

Na foto abaixo os Freis e o orador que fez o discurso a Frei Bruno neste dia inesquecível, o Sr. André Lunardi, naquela época, Gerente do Frigorífico Diadema de Xaxim, em conjunto com seus irmãos Domingos Lunardi e Adolfo Lunardi.

Logo depois do discurso, muito bonito e emocionante, os coroinhas
aguardavam a partida da procissão que organizaram.

Frei Bruno com a coroa de flores na cabeça e na mão o seu cajado. Depois continuaram os festejos. Foi um dos dias mais felizes que ele viveu.

frei bruno

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Frei Bruno Linden, Frei Flavio Kneipp e Frei Valentin no dia da festa.

 

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Apostolado da Oração

Com a vinda de Frei Bruno Linden a Xaxim, foi entregue a ele a incumbência de continuar a belíssima obra do Apostolado da Oração.

Muito se empenhava visitando as zeladoras que ele distribuiu conforme as linhas do interior. Isso lhe custou várias caminhadas, pois queria que o apostolado fosse mesmo em frente.

Cada zeladora devia exercer sua missão dentro dos conformes que ele
pedia. Muitas foram as zeladoras colocadas por ele.

Chegando a primeira sexta-feira do mês, era celebrada a missa com todos os membros do apostolado. Uma linda missa na igreja onde todos participavam.

Resolveram comprar a imagem do Sagrado Coração de Jesus. Dona Elma Pensin, que era a secretária do Apostolado da Oração, nos conta que elas iam a cavalo no interior pedir uma ajuda para comprar a imagem.

Passavam por muitas picadas. Ainda nem estradas tinha. Mas eram muito bem recebidas por todos que de bom coração davam a sua oferta.

Ficavam muito contentes e enfim conseguiram comprar a imagem. Fizeram uma festa na Benção da imagem do Sagrado Coração de Jesus.

Frei Bruno foi o diretor do Apostolado da oração em Xaxim. Foi nesta paróquia dez anos.

Chovesse ou fizesse sol, sempre a pé, acompanhado de seu guarda-chuva, ia para o interior organizar as zeladoras e rezar as missas.

Antes de sua partida, trouxe para dona Elma, que era a secretária, o livro de atas do apostolado e foi embora sem dizer que estava indo para Joaçaba e nunca mais voltou. Era dia de finados, um dia de muita chuva. Ele estava com sandálias franciscanas embarradas, e não quis entrar. Naquela tarde ele partiu.

Relatos dão conta de que, antes de se despedir, Frei Bruno, abençoou Xaxim, dizendo que os temporais nunca seriam fortes o suficiente para destruir a cidade.

frei bruno
Estandarte do Apostolado da Oração.

 

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Descrição sobre Frei Bruno

Santo, simples, pobre, humilde, zeloso, introspectivo e caridoso, assim definiam Frei Bruno Linden. Aquele que tiveram aventura de conhecê-lo, guardam na memória os feitos que para os jovens parecem inacreditáveis, dado o elevado grau de misticismo de que eles se revestem. São histórias consideradas como verdadeiros milagres, coisas que fogem as raias da compreensão e que somente a fé é capaz de explicar.

É necessário salientar que Frei Bruno era um ser revestido de uma auréola de bondade. Uma pessoa santa na mais pura acepção da palavra. Ele viveu para espalhar a bondade e o amor ao próximo, sem nada pedir. Os que o conheceram lembram perfeitamente da aura de paz que sua figura transmitia a todos, da sabedoria simples, cativante, de suas palavras e do seu carisma, que atraía mais e mais fiéis.

frei bruno

 

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Frei Bruno em Joaçaba

Octogenário, veio para Joaçaba, já muito cansado. Frei Bruno foi para Luzerna, a fim de passar uma temporada para repouso, ou, como ele mesmo entendia, preparar-se para a morte.

Velho, forças gastas, duas hérnias e, por conseguinte, duas cintas, deram-lhe bastante que fazer e sofrer. Porém, pensara também em trabalhar, em continuar suas caminhadas para espalhar o bem a todos. Em pouco tempo escassou o serviço em Luzerna e, a pedido dos confrades, foi passar uns dias em Joaçaba, onde descobriu novas
oportunidades de apostolado. Voltou a Luzerna sem dizer nada, mas, quatro dias depois, apareceu outra vez em Joaçaba, disposto a ficar. Era 2 de fevereiro de 1956. A volta de Frei Bruno foi uma grande alegria para a comunidade de Joaçaba.

Os últimos quatro anos não foram nada mais que a continuação de um apostolado que Frei Bruno já vinha praticando há anos. Frei Bruno tinha uma predileção por longas e contínuas caminhadas. De fato, de manhã e à noite mantinha-se em movimento, o que, várias vezes, levava-o a ser chamado de cigano sem paradeiro nem sossego. Caminhava visitando as famílias, benzendo as casas, descobrindo uniões a legalizar, consertando lares em desarmonia, visitando os doentes, sempre no mesmo ritmo incansável, morro acima, morro abaixo. Subindo pelas ladeiras, costumava andar em ziguezague a fim de aliviar o velho coração. Nos primeiros meses, ainda visitava as capelas de Santa Helena e de Nossa Senhora de Saúde; mais tarde, notando a preocupação dos confrades,
desistiu espontaneamente. Em seguida ocupou o cargo de capelão do Ginásio Frei Rogério, a cargo dos Irmãos Maristas, atendendo às confissões dos Irmãos e Juvenistas. Terminada a Santa Missa, Frei
Bruno dava as suas voltas, chegando em casa um pouco antes do meio-dia, quase sempre a pé, empunhando o guarda-chuva, seu fiél e inseparável companheiro. Depois do almoço descansava na igreja, aparando a cabeça na mesa do altar de Nossa Senhora, rezando ou, então na salinha da portaria, onde atendia às pessoas que o procuravam ou que ele havia chamado.

Preocupava-se muito com os presos. Pediu dinheiro para comprar uma bola para recreação; conseguiu ainda uma licença para os presos jogarem futebol no pátio da cadeia. Arrumou tinta para pintar a cadeia que estava imunda, como ele dizia. Arrumou também, pois na cadeia a
situação era precária e não tinha luz. Levava doces ou bolo para os detentos, que ficavam muito alegres. Tinha, também, em volta de si, um grupo de crianças pobres às quais dava doutrina e, às vezes, pão e outros petiscos. Os dias iam passando. O ginásio Frei Rogério recebeu
novo capelão, e Frei Bruno foi aposentado; já estava na hora, pois caminhar tomara-se mais custoso e também a vista ia enfraquecendo cada vez mais.

A partir de 1958, Frei Bruno celebrava sua Missa às 5h30, no altar de Nossa Senhora. Depois, ele dava a comunhão às pessoas que madrugavam. Após a missa, ia ao confessionário, onde era sempre procurado. O confessionário de Frei Bruno era uma armação muito simples com grade; de um lado a cadeira do confesso, de outro lado o banquinho de ajoelhar para o penitente.

Frei Bruno preocupava-se muito com a situação das empregadas, muitas vezes sem aparo moral, sem instrução religiosa, expostas a mil perigos. Daí organizou a união das empregadas. Mensalmente a Diretora do grupo Escolar dava uma conferência e todas as quartas-feiras as empregadas assistiam a Santa Missa, rezando e cantando sob a orientação e direção das "mães" (assim chamava Frei Bruno às zeladoras). Conforme as presenças na missa e conferência, Frei Bruno se animava ou ficava triste.

Volumosa era a correspondência que Frei Bruno recebia. Uns pediam uma bênção, outros a saúde para um doente, outros ainda sorte nos negócios ou bênção contra ratos no Paiol ou contra bichos na roça. A princípio, Frei Bruno respondia religiosamente a todas as cartas, mas à medida que lhe ia enfraquecendo a vista, ia desistindo da correspondência. Em 3 de julho de 1959 celebrou pela última vez a Santa Missa. A partir daquele dia comungava às 5h30 e depois ia ao confessionário. Já não saía mais à rua, mas continuava as audiências na salinha da portaria.

Em 25 de outubro de 1959, na companhia de Frei Serafim, Frei Bruno deu
seu último passeio a Luzerna, a fim de tratar de assuntos da Pia União de Missas Ingolstadt. Tanto em Luzerna como em Joaçaba, Frei Bruno exercia um apostolado em prol da dita União de Missas. Em 20 de novembro de 1959, Frei Bruno foi encontrado por Frei Edgar (o então vigário da paróquia) na sala da portaria, desmaiado, pálido e frio. Foi levado a sua cama e, imediatamente, veio o médico prestando a assistência indicada. Já ao meio-dia, o doente estava de pé, meio tonto ainda, mas animado. A partir daquele dia, Frei Bruno andava muito preocupado com a morte. Em curto prazo, recebeu duas vezes a extrema-unção.

Em 1960, Frei Bruno repetia, diariamente, "hoje vou morrer". Até deixava de se alimentar, até que Frei Edgar, com jeito, fazia com que Frei Bruno comesse.

As sandálias lhe pesavam muito e Frei Bruno calçou uns chinelos leves e
caminhava como um velho colono italiano. Quase trocou o rosário que também pesava muito, mas não fez, pois achou uma ofensa a Nossa Senhora. No último mês teve que usar bengala para caminhar; o confessionário dele foi colocado por Frei Edgar na sacristia, para poupar-lhe a longa caminhada pela igreja. Até o último dia atendeu confissões e deu audiências na sua salinha.

No dia 23 de fevereiro Frei Edgar e Frei Bruno ficaram a sós, até tarde quando Frei Honorato veio de Luzerna, a fim de celebrar, na Matriz de Joaçaba no dia seguinte, pois Frei Edgar tinha que celebrar e atender confissões no colégio dos Irmãos. Frei Bruno chupou umas uvas, tornou, como era de costume, o "vatersegen" (bênção paterna) e foi se recolher. No dia 25 de fevereiro de 1960, Frei Edgar voltara do colégio das irmãs, não encontrara Frei Bruno, nem na sacristia, nem na portaria, nem no
refeitório. Frei Edgar foi ao quarto de Frei Bruno, onde o encontraram morto. Segundo o médico, que veio depois, a morte devia ter ocorrido umas duas horas antes, constatou causa da morte: infarto cardíaco (síncope cardíaca).

Rapidamente se espalhou a notícia do falecimento. A tristeza foi geral. As duas emissoras de Joaçaba, a todo o momento, repetiam a triste nova, dando também notícias biográficas acerca do confrade. Ao meio-dia, o corpo foi colocado na igreja e velado sem interrupções até as 8 horas do dia seguinte. A população lamentou muito a morte do frade e no dia 26 de fevereiro, o comércio e as indústrias fecharam em sinal de luto. Às 8h houve missa de corpo presente. A igreja tornou-se pequena; vieram os confrades de Luzerna, Jaborá e Xaxim.

Mais de 120 carros e uma multidão acompanharam o corpo de Frei Bruno ao cemitério. Foi o maior enterro que já houve em Joaçaba. No dia seguinte, em sessão da Câmara Municipal, os vereadores lançaram em ata um voto unânime de pesar pela morte de Frei Bruno e, em sinal de luto, suspenderam os trabalhos. Os motoristas de Joaçaba renderam uma
homenagem em particular à memória de Frei Bruno, organizando um grande cortejo, rumando de noite à matriz, onde todos, ajoelhados na escadaria da igreja, rezaram pela alma de Frei Bruno, e em seguida, prosseguiram sua peregrinação.

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Associação das Empregadas Domésticas e o Frei Bruno

No período de 1956 à 1960 em que Frei Bruno esteve em Joaçaba, organizou a Associação das Empregadas Domésticas. É bom salientar que este era um período em que não se imaginava em fundar associações para atender os excluídos.

Essa associação tinha como função, trazer para a igreja moças que trabalhavam em casas particulares. Dizia Frei Bruno que aos domingos não era possível estas moças irem a missa por ter seus afazeres. Então fazia uma missa especial aos sábados, às 5:30hs. E ele sabia quem não comparecia. Conversava com suas amigas que ajudavam para saber a causa do não comparecimento. Em cada rua uma ou mais pessoas era responsável pelas moças. A presidente da Associação era a dona Cirila Pradi, diretora do grupo escolar, e assim Frei Bruno ficava sabendo como estavam. Se ele soubesse que alguma delas não estava satisfeita no emprego por qualquer motivo, arrumava outro lugar para trabalhar.

Neste aspecto evangelizador, ele é apresentado como um modelo cristão para os nossos dias. Frei Bruno se preocupava-se muito com as pessoas excluídas.

 

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Transladação dos restos mortais de Frei Bruno

No ano da Salvação de 1966, aos 22 de fevereiro, às 8 horas da manhã, com a licença, respectivamente, autorização do Sr. Bispo Diocesano D. Daniel Hostin, O.F.M., do M.R. Padre Provincial dos Franciscanos Frei Walter Kempf, O.F.M, do Sr. Udilo Antônio Coppi, DD, Prefeito Municipal, na presença do representante do Sr. Bispo Diocesano e vigário da paróquia de Santa Terezinha de Joaçaba Frei Sebaldo Floergen, O.F.M, do representante do Ministro Provincial Frei Hugolino Becker, O.F.M., Guardião do convento de Lages e Cura da Catedral da mesma cidade, dos Srs. Médicos Dr. Theobaldo Veiga Picanço e Dr. Pedro Luis
Toaldo, dos Advogados Dr. Alexandre Muniz de Queiroz e Dr. Antonio Homero Ramos; na presença de outros sacerdotes e muitos fiéis, procedeu-se a transladação dos veneráveis restos mortais do saudoso Frei Bruno LInden, falecido aos 25 de fevereiro de 1960 em Joaçaba em odor de santidade, para o jazigo, recentemente construído.

Ao abrir o túmulo, verificou-se o seguinte: a parte inferior do caixão estava apodrecida e em parte quebrada, o resto do caixão estava em bom estado. O hábito de Frei Bruno estava meio apodrecido, o Terço conservado e o esqueleto em estado normal de decomposição cadavérica de acordo com o tempo.

Depois de o Vigário ter benzido o túmulo novo e rezado algumas orações, os pedreiros Botânico, Químico e Flores Vivas começaram a fechar o túmulo e os fiéis se retiraram aos poucos.

A presente Ata foi lavrada pelo R. P. Frei Junípero Beier, O.F.M., D.D Diretor do Colégio Diocesano de Lages e assinada pelas testemunhas, dado em Joaçaba, 22 de Fevereiro de 1966.

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Homenagens a Frei Bruno

Em 9 de julho de 1961, Frei Edgar e Frei Maximiliano de São Paulo, trouxeram no Jipe o busto de Frei Bruno, fundido em bronze. Foi em homenagem ao grande franciscano Frei Bruno, feito no Liceu de artes e oficinas de São Paulo por CR$ 75.000,00, sendo colocado a direita da igreja, substituindo o que lá se encontrava, que era de cimento pintado, e portanto, imitando o bronze.

Mesmo sem ser reconhecido como santo pela Igreja Católica são várias as cidades que homenageiam Frei Bruno, isto porque, por onde ele passou deixou sua marca de santidade e o povo soube reconhecer homenageando este santo homem.

Ascurra: nome de rua no Bairro Estação;

Rodeio: nome de rua, quatro oratórios, grupos de reflexão e clube de idosos;

Xaxim: monumento em praça pública, clinica de fisioterapia, farmácia, panificadora e hospital;

Xanxerê: nome de rua;

Timbó: nome de rua e praça pública;

Doutor Pedrinho: nome de jardim de infância;

Massaranduba: nome de escola;

Faxinal dos Guedes: biblioteca pública;

Joaçaba: nome de rua, bairro, busto ao lado da Catedral, Jazigo, comércios, escolas, time de futebol e o terceiro maior monumento das Américas com investimento de R$ 804.061,25, obtidos através de rifa e campanhas: do cimento, ferro e salário mínimo. Contou com a participação dos associados da CDL, comunidade, governo estadual e municipal.

frei bruno

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Homenagem de Düsseldorf: Frei Bruno recebe homenagem póstuma de sua terra natal, Düsseldorf – Alemanha, na pessoa do Sr. Anton Henseler.

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Frei Bruno é lembrado no carnaval: a Escola de Samba Infanto-Juvenil Arco-Íris lembrou muito bem no ano de 2002 de como Frei Bruno abençoava Joaçaba.

 

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Certidão de Nascimento

Na certidão de nascimento Nº 2447 de 9 de setembro de 1876, consta que Humbert Linden, operador de fábrica, domiciliado em Düsseldorf, de religião católica, anunciou que Cacília Gülden, sua esposa, de religião católica e domiciliada em Düsseldorf, deu a luz a um menino no dia 8 de setembro de 1876, às 15h30, que recebeu o nome de Humbert Linden.

Seria o caçula da família e o único filho homem do casal Linden, pois já tinham três filhas mulheres: Cacilia, Anna Catharina e Humbertine Linden.

A partir de sua entrada na ordem, Humbert Linden passou a chamar-se Frei Bruno. Frei vem do latim Frater, que significa “ser irmão”. Bruno foi uma escolha da Congregação no Brasil.

 

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Ficha Técnica do Monumento Frei Bruno

Projeto: idealizado pela Câmara de Dirigentes Lojistas de Joaçaba (CDL) em maio de 2001.

Terreno: doação da Família Montenegro de Oliveira – 1200m².

Área total da obra: 858,43m².

Artista Plástico: Cláudio da Silva.

Estátua: começou a ser construída em junho de 2003 e finalizada em outubro de 2005. Esculpida em isopor e depois revestida em fibra de vidro. Raladores, fio elétrico, serrote, facão e lixa foram utilizados na construção da estátua.

Monumento Frei Bruno: 37 metros. Considerado o 3° maior das Américas em altura, menor apenas que o Cristo Redentor (Rio de Janeiro - 38 metros) e a Estátua da Liberdade (Nova York – 93 metros).

Início da Obra: maio de 2003.

Montagem da estátua: 30 de Novembro de 2006.

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Museu Frei Bruno

O pequeno museu está localizado no pavilhão Frei Bruno atrás da livraria Estrela da Manhã. Pouco visitado, pois a estrutura é pequena e precisa de alguns ajustes. Ali se encontra a cama que Frei Bruno usava em Xaxim, doada pela Cruz Vermelha, a bengala de Frei Bruno usada por ele nos últimos dias de vida, o seu relógio de cabeceira, a boina que usava para protegê-lo do sol e da chuva, doados pelo apostolado da oração de Joaçaba na pessoa de Dona Levina Brunone e inúmeros pertences de devotos para pedir ou agradecer graças, muitas fotos e muitos relatos que podem ajudar na beatificação de Frei Bruno. Lá se encontram também documentos vindos da Alemanha, como a certidão de nascimento e óbito de Frei Bruno, além de algumas coisas escrita por ele. Dois pratos feitos à mão e cadastrados na Alemanha como presentes que só são entregues a pessoas que se destacaram fora do país.

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Conclusão de Curso

Muitos trabalhos de conclusão de cursos foram feitos por acadêmicos sobre a vida e obras de Frei Bruno, sendo que dois evoluíram para livros. CONVERSA DE SANTOS, FREI BRUNO E FREI EDGAR, foi um trabalho das alunas do curso de publicidade e propaganda da Universidade do Oeste de Santa Catarina, UNOESC, de Joaçaba Alessandra Zílio e Vanessa Coleraus da Rosa.

UM SANTO HOMEM, livro reportagem desenvolvido como requisito ao título de bacharel em Comunicação Social e habilitação em jornalismo pela Universidade do Vale do Itajaí, UNIVALI, sob orientação da professora Marlise Groth.

A VIDA DE FREI BRUNO LINDEN, autora Olma Paganini Vidi, nascida e moradora de Xaxim. Este livro foi ao encontro da população para contar sobre a vida de Frei Bruno, foi um trabalho árduo e cansativo, contudo foi muito gratificante.

 

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Romaria Penitencial Frei Bruno

As primeiras manifestações de caminhada ao jazigo de Frei Bruno, registram-se após o seu falecimento em 1960. Na época alguns devotos de forma espontânea se dirigiam ao local para rezar, agradecer e pedir graças. Em 1985 quando completaram 25 anos de sua morte, a Câmara de Vereadores de Joaçaba organizou uma romaria que chegou a reunir 2.500 pessoas.

Pelas pequenas coisas, tal como o grão de mostarda citado no Evangelho, é que surgem as grandes realizações, assim começa o relato do deputado estadual Iraí Zilio em uma entrevista à Rádio Catarinense: "Na época como sempre tive problemas de saúde, eu estava internado no Hospital Nossa Senhora das Graças em Curitiba e eu sempre tive uma certa devoção em Frei Bruno, sempre tive muito respeito por ele, até porque minha Primeira Comunhão, na Capela de Santa Helena, quem oficiou foi Frei Bruno, lembro bem, já bastante velhinho, já praticamente no final de sua exemplar vida de trabalho de atividade religiosa.

Depois que ele morreu foi que começaram a contar os fatos, os milagres que eram a ele atribuídos. Isso aumentou minha fé e minha admiração. Então comecei a pensar que algo precisava ser feito para ele, para aquela alma tão bondosa. Pensava que precisava ser feita uma capela, uma romaria e eu associava isso ao povo, etc. Como eu estava hospitalizado em Curitiba, Normélio meu irmão, me mandou um rádio e o portador desse rádio foi Nico Weiss, marido da dona Alcione que é atualmente, uma das coordenadoras da romaria. Juntamente com esse rádio, recebi alguns folderes (novenas) do Frei Bruno, que me foram mandados por dona Leda Weiss. Era exatamente o que eu queria, o
que eu precisava e foi o grão de mostarda.

Evidentemente, eu tinha orações e eu então comecei a refletir: agora vou assumir um compromisso e faço uma promessa: quando retornar a Joaçaba, vamos organizar romaria todos os anos para Frei Bruno. Observei a data de seu passamento, 25 de fevereiro e pensei: todo o último domingo de fevereiro vamos fazer uma romaria para Frei Bruno.

Conversei então com o meu primo Gilberto Zamoner que tinha a possibilidade de me apoiar do ponto de vista logístico, com dona Leda que era a pessoa que continuava o processo de divulgação da imagem e das obras de Frei Bruno e, como tínhamos equipamentos de som, assumimos também a responsabilidade pela sonorização. Com apoio dos amigos fizemos a primeira romaria, que contou com a participação de cerca de 10 mil pessoas em fevereiro de 1987.

Só que surgiu um problema: o Vigário da Paróquia de Joaçaba entendendo que não deveria ser todos os anos começou a por obstáculos fiquei aborrecido com isso. Não apenas eu, mas também os devotos de Frei Bruno. Passaram-se dois anos e aconteceu mais uma Romaria. Dona Leda Weiss continuava distribuindo as novenas de Frei Bruno que mandava fazer com ajuda financeira das amigas e vizinhas. A fé tocou também o coração de seu neto que numa tarde, convidou sua mãe, para procurar o novo vigário Padre Luis Carlos Bortolozzo e se colocar a disposição para dar continuidade as Romarias, o que foi aceito pelo novo Padre. Devoto de Frei Bruno, Padre Luis Carlos foi um grande incentivador das Romarias, deixando a parte da divulgação, organização e ao que se referia a Frei Bruno (túmulo, museu, novenas etc.) aos cuidados da Família Weiss que, com o passar dos anos, foi aumentando o número de devotos voluntários que hoje trabalham incansavelmente nas Romarias e outros eventos que se referem ao Frei.

Milhares de pessoas vindas de lugares distantes ou da nossa região acompanham e participam da Romaria Penitencial de Frei Bruno com muita fé, agradecendo graças ou pedindo milagres com muita confiança na intercessão de Frei Bruno. A Romaria Penitencial de Frei Bruno acontece todos os anos no mês de fevereiro e faz parte do calendário turístico de Joaçaba.

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Frei Bruno, Frei Edgar e ... quem mais!

Pela grandeza de seus feitos, algumas pessoas conseguem marcar sua passagem pela vida. Joaçaba teve a felicidade de, ao mesmo tempo, contar com dois gigantes que aqui aportaram por força do sacerdócio de ambos. Dois padres contemporâneos, com características bem distintas, porém identificados com o povo, cada um a sua maneira. Frei Bruno Linden e Frei Edgar Loers.

É natural que as pessoas façam comparações entre eles, porém, a obra de cada um está acima de qualquer comparação e de saber quem fez mais, ou melhor. Os dois foram maravilhosos e a cidade lhes deve respeito igual. O fator que os torna mais semelhantes é o interesse pelo povo, acima da própria religião que professavam.

Hoje, grande parte do povo acredita que Frei Bruno já é um santo e se mobiliza para que a igreja assine em baixo.

Frei Edgar Loers ostentava o estilo bonachão, cabelo de lado, fumava charuto, dirigia um Jeep. Era exigente e autoritário, apreciador e incentivador das artes, porém atencioso e solicito. As marcas que
ele deixou estão muito presentes na vida da comunidade. Com toda precariedade que se pode imaginar, nas décadas de 1940 e 1950, ele fez com que os cimentos e tijolos mudassem a paisagem da cidade e a vida de muita gente. Foi nosso padre construtor. Com visão futurista pensou no povo e agiu pelo povo, valendo-se da força do próprio povo ele ergueu paredes para uma sociedade melhor.

Suas obras mais importantes: Hospital Santa Teresinha, Colégio Cristo Rei (hoje Superativo) e a Catedral Santa Terezinha.

Frei Bruno, bem diferente. Manso, magricela, andava a pé, apoiado em seu guarda-chuva. Uma boina preta lhe protegia a careca.

Não construiu prédios, não lidou com grandes quantias de dinheiro. Era simples, modesto e chegou aqui em idade avançada, depois de fazer história em outros lugares, principalmente nas cidades de Rodeio e Xaxim. Sua obra é bem outra. Ele construiu paredes, colunas e muralhas de fé e de apego ao bem. Paz e Bem, palavras que bastam para resumir seu jeito de ser. Com visão futurista, pensou no povo além da vida. Não esperava visitas, visitava. Não deu aulas, deu lições práticas de amor. Não deu remédios, mas aliviou muitos sofrimentos. Não pintou quadros, mas desenhou novos caminhos. Não tinha voz imponente, mas se fazia ouvir. Não esperava elogios, mas fazia por merece-los.

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Associação Amigos de Frei Bruno

A Associação Amigos de Frei Bruno é uma organização não-governamental, sem fins lucrativos e com objetivos científicos, sociais, educativos, folclóricos, turísticos, esportivos e promocionais. Constituída, fundamentada e inspirada nos ensinamentos e exemplos da vida do franciscano, a Associação tem por finalidade promover e organizar as Romarias Penitenciais Frei Bruno, visando o desenvolvimento e promoção geral do turismo cultural e religioso, colaborar para a beatificação e canonização de Frei Bruno, atender a todos a que a ela se associem e ou a sociedade em geral, independente de classe social, nacionalidade, sexo, raça, cor, crença e religião. Coordenar esforços de promoção e marketing, difundir e propagar ensinamentos e exemplos de vida de Frei Bruno.

A associação também tem por finalidade criar instrumentos tendentes à
preservação do patrimônio histórico e cultural relacionados a vida de Frei Bruno, implantação e manutenção do Museu e Biblioteca Frei Bruno (materiais pessoais de Frei Bruno como também objetos doados), promover e estimular o turismo, lazer, cultura e o esporte.

O Projeto de Lei Legislativo nº 015/2009, de autoria do vereador Mário Wolfart, recebeu aprovação por unanimidade na casa legislativa, transformando a associação de Sociedade Civil para de Utilidade Pública.

 

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Depoimentos sobre Frei Bruno

Clarividência

Certa vez, Frei Bruno inesperadamente em baixo de forte tempestade, de madrugada, chegou a casa de uma família a qual a criança estava para falecer. Frei Bruno abençoou a criança, que em pouco tempo melhorou.

A mãe da criança, em lágrimas, questionou:

- Padre Bruno, como o senhor soube que meu filho estava doente, se moramos tão distante de Rodeio e ninguém foi lhe chamar?

Frei Bruno serenamente respondeu:

- Cara mama, cara mama, o anjo da guarda me avisa tudo. E foi embora.


Certa vez, uma senhora moradora de Gaspar, foi a Rodeio pedir conselhos a Frei Bruno, junto com ela estava seu filho de 8 anos. Frei Bruno colocou a mão na cabeça do menino e disse:

- Este menino será um grande homem na Igreja Católica.

A mãe respondeu:

- Mas, como Frei Bruno se ele é um menino levado e não gosta de estudar?

Frei Bruno retrucou:

- Ele será um grande padre.

De fato este menino se tornou padre franciscano e Bispo Emérito de Teófilo Otoni (MG), seu nome: Dom Quirino Schmitz, falecido aos 88 anos de idade.

Bilocação

Dois coroinhas, na década de 30, um na Igreja Matriz de Rodeio e outro na Capela São Virgílio, no bairro Rodeio 50, serviram de coroinhas na Missa da Sexta-feira Santa. No final da missa os dois coroinhas que eram irmãos, se encontraram em casa e um falou:

- Que bonita Missa que Frei Bruno rezou na Igreja Matriz.

O outro retrucou:

- Mas como, se ele estava rezando na Capela de São Virgílio, no Rodeio 50?

E os dois sem entender, até hoje consideram um milagre de Bilocação ocorrida na Sexta-feira Santa. Ainda hoje os coroinhas estão vivos.


Certa vez, no ano de 1940, um empresário de Rodeio acompanhado de seu sobrinho, estava vindo de Timbó e viu Frei Bruno indo a pé para Rodeio, parou o carro e lhe ofereceu carona.

Padre Bruno disse:

- Caro filho, obrigado, mas Padre Bruno tem de visitar umas famílias.

Os dois seguiram para Rodeio e quando estavam em frente a Igreja Matriz São Francisco, viram Frei Bruno subindo os degraus da Igreja Matriz com o seu inseparável guarda-chuva.

A notícia se espalhou como um milagre, principalmente porque ninguém passou pelo automóvel. O sobrinho que o acompanhava ainda vive e
é testemunha deste fato.

 

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Campanha de Assinaturas

Para agilizar o andamento do processo de beatificação de Frei Bruno foi
feito um abaixo assinado para colher assinaturas, que mobilizou devotos de muitos lugares do Brasil, resultando em 15.000 assinaturas que foram entregues ao Provincial Franciscano no dia 12 de março de 2006 logo após a romaria.

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Alguns milagres de Frei Bruno

Giovanni Scoz

No ano de 1944, nosso filho Valmor Scoz, nascido em 21-04-1942 e então residente na cidade de Rodeio, hoje casado com Rita Scoz (Demate), pai
de três filhos e residente em Florianópolis, sofre pequeno acidente, porém de consequências muito graves.

Naquele ano, o Valmor estava com dois anos de idade e, por acidente espetou em seu pé uma agulha de costura, que devia conter um pouco de ferrugem. 8h, após o acidente, começaram os primeiros sinais de reação, choro de dor e febre. Foi por nós imediatamente conduzido ao Hospital existente na localidade (Hospital São Roque) tendo sido atendido por médico residente, tendo sido diagnosticado estar com tétano.

Naquela época, o tratamento e cura dessa doença era muito difícil, praticamente impossível. O médico (não lembramos o nome) prescreveu a medicação a qual lembramos consistia ser na base de tranquilizantes.

Imediatamente iniciamos o tratamento, porém, o estado de saúde não apresentava qualquer sinal de melhora, muito pelo contrário, a cada
instante sempre pior. Já desesperados com a situação visto que a criança começou a apresentar crises seguidas de ataque por convulsão e já quando não falava e também chorava mais, por volta das 20h voltamos ao hospital e fomos novamente atendidos pelo mesmo médico residente. O médico procedeu a uma reavaliação, inteirou-se da grave situação e determinou que continuássemos com a medicação.

Ao sair do hospital, encontramos com nosso amigo Sr. Silvio Furlani que era proprietário de um bar/lanchonete existente no centro. Este amigo, presenciando a grave situação, aconselhou-nos no sentido de que levássemos a criança até Blumenau, naquela época uma cidade distante
aproximadamente 50km, pois que lá, encontraríamos hospital e médicos com melhores recursos técnicos e de tratamento.

Considerando a indisponibilidade de meios de transporte, somente poderia ser efetuado através de carroça ou bicicleta, disse-lhe que antes de qualquer atitude iria procurar pelo Padre Frei Bruno.

Já estávamos aproximadamente pelas 21h. Quando chegamos na Igreja São Francisco o Frei Bruno já tinha deitado e dormido, porém, por tratar-se de um padre de grande generosidade, levantou-se e veio nos
atender.

Após tomar conhecimento da situação, determinou que levássemos nosso filho para casa e continuássemos administrando a medicação receitada pelo médico que ele iria rezar e interceder junto ao Altíssimo para ajudar na recuperação da saúde. Ajoelhou-se e começou a rezar e pedir ajuda ao Nosso Senhor. Diante da situação, confiantes na ajuda do Frei, nós,
pessoas bastante ligadas a religião católica, acatamos a determinação do
Padre e iniciamos o retorno para nossa casa, distante aproximadamente 2km da igreja. Já na descida das escadarias começou a dimunuir o processo de ataque por convulsão e a diminuir o processo de ataque por convulsão e a diminuir a febre.

Passamos novamente pelo bar/lanchonete do Sr. Silio Furlani para pegar a carroça e cavalos que lá deixamos guardados. O Sr. Silvio estava nos aguardando e estava com um pequeno rádio ligado, provavelmente escutando noticiários sobre a II Guerra Mundial ou músicas. Ali, como em ato instantâneo, o menino que já estava totalmente calmo, acordou e falou:

- Escuta mãe, alguma coisa está tocando música.

O Sr. Silvio, diante do que acabara de presenciar, em língua dialeto trentino exclamou:

- Giovanni! O milagre já chegou, é mais um do Frei Bruno.

Ele imediatamente foi buscar algumas bolachas e balas e entregou-as a criança que rapidamente comeu-as.

No percurso de retorno a casa, bairro São Pedro Velho, mais conhecido
como Valenova, a criança adormeceu e passou uma noite muito tranquila. Ao amanhecer do novo dia, a criança acordou bem disposta e não apresentava mais qualquer sinal de doença. Para nós, seus pais e outros que presenciaram o fato, a ocorrência foi considerada como um
Milagre o qual o atribuímos a Frei Bruno.

Relato este fato para que fique registrado na história deste padre que tanto de bem fez para os moradores de cidades por onde passou, como Rodeio, Ascurra, Timbó, Lages, Joaçaba, etc.

Rodeio, SC, 02 de maio de 2003.
Giovanni Scoz e sua esposa Helena Scoz


A graça da pequena Zélia

Zélia de Marco morava na Linha Ervalzinho, no interior de Xaxim, onde
existia uma Capela de São Miguel Arcanjo. Frei Bruno passava sempre em frente à casa deles para celebrar missa em Lajeado Grande e outras comunidades.

A menina Zélia era aleijada de nascença, andava somente de muletas. Apesar do esforço dos médicos, já havia pouca ou nenhuma esperança de ela andar sozinha. A mãe sempre queria que o padre desse a bênção para a filha. Mas quando ele passava, Dona Adelaide estava na roça ou no tanque, sempre ausente.

Até que um dia, ele passando na estrada, onde Zélia, as irmãs e as crianças do vizinho brincavam, mandou que a menina Zélia sentasse no barranco da estrada e deixasse as muletas de lado. Colocou a estola, abriu o livro que tinha e começou a rezar. Deu sua bênção.

Estas crianças ainda lembram que Frei Bruno rezou e falou assim para a
menina:

- Zélia amanhã você vai andar sozinha, sem as muletas.

A mãe ficou espantada ao ouvir isso da menina. E mais espantada ainda ficou no outro dia quando a viu subir a escada da casa e andar sem as muletas. Zélia ainda lembra o lugar onde deixou as muleta.

Hoje Zélia está com 61 anos, casada, tem 3 filhos já criados, é uma professora aposentada. Ela caminha e vai por tudo, sempre disposta e grata ao querido Frei Bruno,que lhe concedeu esta grande graça.

 

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Novena ao Servo de Deus, Frei Bruno

(só para uso particular)

Deus onipotente e misericordioso, à vossa bondade infinita
agradecemos todos os benefícios que concedestes ao humilde FREI BRUNO, e vos rogamos que pela sua intercessão, nos concedeis
a graça...que vos pedimos e, se for de vosso agrado, deis ao servo fiel
a honra dos altares, para vossa glória e para o bem da cristandade.

E vós, Frei Bruno, grande servo de Deus, rogai por nós para que cresçamos no divino amor, na devoção à Virgem Santíssima, no ódio ao
pecado e na verdadeira caridade e humilde cristãs.

Protegei-nos em perigos do corpo e da alma, para que um dia,
convosco no céu, louvemos ao Pai, ao filho e ao Espírito Santo,
por toda a eternidade.

Assim seja.

(Na novena ou no tributo, podem rezar a oração, 3 Pai Nossos, Ave Marias, em honra da Santíssima Trindade e se recomendam a confissão e comunhão muito bem feitas).

 

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Frei Bruno de Deus

Letra: Jaime Telles
Música: Roberto Garajo

Ele é como um anjo de Deus
Tantos anos de missão branquearam seus cabelos
De amor e de fé foram sempre os dias seus
Amparando seu rebanho e ouvindo seus apelos

Na igreja, na rua ou lá no interior
Um amigo sempre pronto a servir seu semelhante
Pelos morros do vale deixou marcas de amor
E por isso seu luz continua tão brilhante

Nosso Frei Bruno de Deus, que Deus lhe bem-diga
E lhe tenha junto a Ele por ter sido tão fiel
Que sua santa presença conosco aqui prossiga
E em seu nome nos atenda com as graças lá do céu.

 

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Tornai o Lar Alegre e Feliz
Os sonhos de Frei Bruno Linden

Podem sobreviver aflições, mas isso é a sorte da humanidade. Que a paciência, a gratidão e o amor mantenham no coração a luz solar, seja embora o dia sempre nublado.

O lar pode ser simples, mas pode sempre ser um lugar em que se profiram palavras alegres e se pratiquem atos de bondade, onde a cortesia e o amor são hóspedes constantes.

Administrai as regras do lar com sabedoria e amor, e não com vara de ferro. As crianças corresponderão com uma obediência voluntária, a regra do amor. Elogiai vossos filhos sempre que o possais. Tornai sua vida tão feliz quanto possível.

Conservai tenro o terreno do coração, por meio da manifestação de amor e de afeto, preparando-o assim para a semente da verdade. Lembrai-vos de que o Senhor dá a terra não somente nuvens e chuva, mas a linda e risonha luz solar, fazendo com que a semente germine e apareçam as
flores. Lembrai-vos de que as crianças necessitam não somente de repreensão e correção, mas também de animação e elogio, a grata satisfação das boas palavras.

O lar embelezado pelo amor, a simpatia e ternura são um lugar que os anjos gostam de visitar e onde Deus é glorificado. A influência de um lar cristão cuidadosamente protegido nos anos da infância e mocidade é a mais segura salvaguarda contra as corrupções do mundo. Na atmosfera de um lar assim, as crianças aprenderão a amar tanto a seus pais terrestres como a seu pai celestial.

Paz e Bem!

 

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Paróquia Santa Terezinha do Menino Jesus • Joaçaba/SC
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